Ocorreu um tiroteio na praça São José na região do bairro Promorar entre policiais e integrantes de uma gangue da região, na tarde desta segunda-feira(14) em Teresina.
O tiroteio foi para impedir o sepultamento no cemitério de Santa Cruz, zona sul da capital, do adolescente Jardel de Sousa Tomé de 15 anos, morto na noite de domingo(13) com um tiro na cabeça.
Dois rapazes chegaram em sua casa e após o seguiram, quando um deles disparou um tiro na cabeça de Jardel de Sousa. A mãe da vítima, Lêda Maria de Sousa Tomé, afirmou que os dois rapazes já tinham tentado matar seu filho em outras oportunidades, por causa de uma rixa. Jardel já tinha tido conflitos com integrantes da gangue. Policiais da Rone e da Polícia Militar, foram para a casa de Jardel para garantir o velório e o sepultamento de seu corpo, pois integrantes da outra gangue adversária não queriam que o funeral acontecesse.
Foi necessário um comboio da polícia para acompanhar e proteger o caixão de Jardel Sousa Tomé. Seu corpo saiu de sua casa na rua 300 no bairro Santo Antonio. A tia de Jardel, Maria do Socorro Damasceno, afirmou que quer justiça. " Essa gangue não matou cachorro. Ele tinha família. Queremos justiça", disse a tia de Jardel.
O sargento Pessoa, da CPU do Promorar, disse que foram necessárias oito viaturas, incluindo da PM, Rone e Ronda Cidadão para fazer a segurança da família e do caixão de Jardel Tome. da casa até o cemitério Santa Cruz.
" Nessas vilas como Afeganistão, São José e outras, quando morre alguém envolvido em gangues, a gangue adversária não quer deixar o sepultamento acontecer", disse Pessoa. Os policiais disseram que não é normal que a polícia tenha que fazer segurança na hora de sepultamento, mas tinham que fazer para evitar mais problemas. Os policiais levaram algumas pessoas até em casa; alguns parentes de Jardel foram levados em viatura da Polícia Militar.
As viaturas seguiam uma caçamba que levava os amigos de Jardel ao cemitério. O sepultamento foi rápido para evitar tiroteio e mais confusão.
fonte: meionorte.com